Cirurgias do Pectus Excavatum

De forma simplista, é possível afirmar que a cirurgia pode ser realizada utilizando uma cicatriz na “frente / frontal” do tórax ou utilizando uma cicatriz em cada “lateral” do tórax.

Abaixo descreveremos: 1- cirurgia do pectus excavatum com cicatriz frontal “técnica de Malucelli”

                                         2- cirurgia do pectus excavatum com cicatrizes laterais “técnica de Nuss”

 

1 – Cirurgia do pectus excavatum com cicatriz frontal “técnica de Malucelli”

Nas cirurgias de pectus, selecionei, desenvolvi e agrupei aproximadamente 8 técnicas cirúrgicas e que, ou foram desenvolvidas por nós nos últimos 31 anos de prática, ou que escolhemos dentre as mais de 20 técnicas descritas na literatura médica mundial. A essas técnicas chamamos de “técnica de Malucelli“. elas podem ser utilizadas para tratar todos os tipos pectus.

A cirurgia é realizada com cicatriz na “frente” do tórax e tem aproximadamente 13 centímetros (dependendo da estatura de cada pessoa e localização das curvaturas do pectus, ou se já foi ou não operado).

Em homens, a cicatriz fica preferencialmente no sentido longitudinal (de cima a baixo na região anterior do tórax), pois essa é uma cicatriz mais “masculina” e evita que ocorram “dobras” da pele abaixo dos músculos peitorais caso a pessoa engorde ou hipertrofie seus músculos.

Em mulheres nós recomendamos que a cicatriz fique no sentido transversal (abaixo dos seios), pois os seios/sutiã /biquini irão cobrir a cicatriz.

O nosso objetivo é corrigir as curvaturas das cartilagens costais (condroplastias) defeituosas, do osso esterno e dos ossos das costelas (osteoplastias). Para isso nós desenvolvemos materiais cirúrgicos específicos que nos permitem realizar microtorções e microrotações dessas estruturas do corpo. Nós não retiramos as cartilagens defeituosas como na técnica de Ravith.

Utilizamos fios cirúrgicos absorvíveis que são colocados em pontos estratégicos servindo como ponto central uma barra/placa cirúrgica que é curvada durante a cirurgia possibilitando corrigirmos qualquer tipo de curvatura / protrusão ou afundamento do tórax tanto nos pectus excavatum, carinatum, mixto quanto nos simétricos e nos assimétricos.

Durante a cirurgia quando há necessidade de corrigir outras estruturas como as mamas, parede abdominal, localização da implantação dos músculos peitorais ou as cabeças das clavículas essa técnica permite isso.

Vantagens

  • Cirurgia menos invasiva pois é realizada somente na região superficial do tórax.
  • Soluciona qualquer tipo de pectus (excavatum, carinatum, mixto) tanto os simétricos quanto os assimétricos com grande precisão e pode ser realizada em pacientes de qualquer idade.
  • Utiliza técnicas de cirurgia plástica durante toda a cirurgia e isso faz com que a cicatriz fique menos perceptível.
  • Pós-operatório menos doloroso e a barra utilizada fica ao nível das costelas e não dentro da cavidade torácica e, portanto, não precisa ser retirada.

Desvantagens

  • Gera cicatriz na pele de aproximadamente 13 centímetros.

2- Cirurgia do pectus excavatum com cicatrizes laterais “técnica de Nuss”

pectus-excavatumEssa técnica cirúrgica consiste na colocação de uma barra cirúrgica metálica. Essa barra vem do fabricante reta e é curvada pelo cirurgião durante a cirurgia o que demanda experiência. Das que existem no mercado a mais conhecida é a barra de Nuss. Durante a cirurgia a barra é colocada atravessando o tórax de um lado a outro e, assim, “empurra” para fora o tórax e com isso tende a corrigir o pectus excavatum. A barra é, então, fixada nas costelas.

A ilustração mostra na transversal do tórax a barra de inserida na região interna do tórax (atravessando-o de um lado para outro). Realiza-se então a rotação da barra que poderá causar fraturas e irá empurrar os ossos e as cartilagens para frente corrigindo o pectus.

Vantagens

  • As incisões são menores e na lateral do tórax.

Desvantagens

  • O pós-operatório é mais doloroso e mais prolongado.
  • A barra utilizada fica localizada dentro do tórax e tem sempre que ser retirada 3 anos após a cirurgia.
  • Cirurgia mais invasiva realizada na região interna do tórax.
  • Não pode ser utilizada em todos os pectus excavatum e dificilmente dará excelentes resultados quando o pectus é assimétrico.

Sempre em sintonia com as inovações, o Dr. Malucelli participa de diversos simpósios internacionais para discutir novas técnicas e tecnologias que geram melhores resultados e menores efeitos colaterais nas cirurgias do Pectus.

Veja inovações cirúrgicas do Dr. Malucelli