Cirurgias no Pectus Iatrogênico, no Recidivado e nas Síndromes

Cirurgia no Pectus Iatrogênico

Os pectus iatrogênicos são aqueles que se desenvolvem devido a um processo cicatricial em pós-operatório imediato ou tardio de cirurgias com incisão (corte) no osso esterno (como exemplo após uma cirurgia cardíaca) ou incisão entre as costelas (como exemplo após uma cirurgia torácica, pulmonar ou na pleura), ou após um trauma com fratura de múltiplas costelas.

Veja ao final dessa pagina que a técnica do “dr. Malucelli” permite a solução desse tipo de pectus.

Especificamente nos pectus iatrogênicos poderá haver necessidade da retirada de um segmento de algumas cartilagens ou costelas, bem como do osso esterno que estejam comprometidos com pseudoartroses ou osteomielite, ou que sejam foco de dor crônica. Pode ou não haver necessidade de se colocar uma barra cirúrgica (órtese) para essa correção. A cicatriz será no mesmo lugar da cirurgia feita anteriormente.

Cirurgia no Pectus Recidivado

Ocorre quando uma pessoa é submetida a uma cirurgia que deveria solucionar o pectus mas que não houve resolução. Isso pode ocorrer por diversos motivos desde o uso de uma técnica cirúrgica inadequado para o tipo de pectus até o uso de material cirúrgico inadequado, falta de experiência do cirurgião, falta de instrumental adequado, erro no curvar a barra cirúrgica, erro no posicionamento dos fios cirúrgicos ou da barra, falta de o paciente seguir as orientações dadas para o pós operatório, alteração cicatricial, etc, etc.

O pectus “recidivado” pode ser corrigido, mas essas cirurgias somente deveriam ser realizadas por cirurgiões muito experientes pois são sempre cirurgias de difícil execução.

O que nós recomendamos para esses casos é a técnica do “dr. Malucelli” (veja abaixo).

Cirurgia do Pectus nas Síndromes

Síndrome de Poland: é rara e afeta a região torácica com pode apresentar deformidade da parede torácica – pectus, sindactilia dos dedos (membranas), trato gastrointestinal anormal, ausência do músculo peitoral maior, braquidactilia (dedos curtos), dextrocardia, hérnia diafragmática, hipoplasia ou agenesia de mamilos. É detectada principalmente no lado direito do corpo e tem maior incidência em pacientes do sexo masculino.

A incidência é estimada entre um em 7000 para um em 100 000 recém-nascidos.

Síndrome de Marfan, é uma desordem do tecido conjuntivo caracterizada por membros anormalmente longos (aracnodactilia). A doença também afeta outras estruturas do corpo, deformidade no tórax – pectus, alterações das válvulas cardíacas e dilatação da aorta (presentes em 83% dos doentes), maior o risco de complicações. As mais frequentes são as oculares (luxação do cristalino, miopia, catarata, glaucoma e descolamento da retina) as cardíacas (dilatação do arco aórtico, 84%, prolapso da válvula mitral, 58%) e as ósseas (escoliose, 44%, pectus excavatum em 68%, pé plano, 44%).

É identificada em aproximadamente 1 em 5000 indivíduos.

Síndrome de Jeune (distrofia torácica asfixiante): é uma doença autossômica recessiva caracterizada por uma displasia óssea com costelas curtas caracterizada por um tórax estreito, membros curtos e alterações radiológicas esqueléticas, incluindo aspeto em “tridente” dos acetábulos e alterações metafisárias com variadas anormalidades como: deformidade na parede torácica – pectus, pancreática, cardíaca, hepática, renal e da retina. Esses pacientes apresentam policondrodistrofia com costelas largas, curtas, horizontais e junções costocondrais irregulares levando a uma caixa torácica rígida e reduzida com grau de injúria respiratória variado.

A incidência anual à nascença é desconhecida, mas está estimada em 1-5/500,000.

Pectus + Doenças associadas: A pessoa além de apresentar um pectus também pode ser portadora de outras doenças como: defeitos na coluna (ocorre em até 26% dos casos), síndromes e miopatias (18,4%), associação com doenças cardíacas congênitas (0,2 a 1,5%), síndrome de Poland, alterações nos músculos, alterações na(s) mama(s), doenças genéticas, etc.

Caso o paciente de pectus também seja portador de alguma doença cardíaca, o Dr. Malucelli pode solucioná-la na mesma cirurgia de pectus, com o auxílio do cirurgião cardíaco de nosso grupo .

O Dr. Malucelli e sua equipe estão preparados para corrigir o pectus quando associado com outras doenças ou síndromes e para isso contamos com equipe de cirurgião cardíaco, cirurgião plástico, mastologista, pneumologista adulto e infantil, geneticista, fisioterapeutas e ortopedistas.

Atenção

  • Devido a essas associações, o paciente pode apresentar alguns sintomas como dor torácica, falta de ar (dispnéia), palpitações (arritmias cardíacas), etc.
  • As pessoas portadoras do pectus carinatum podem, com o passar dos anos, apresentar deformidades na coluna. Isso ocorre porque a pessoa, com o intuito de esconder o seu pectus, geralmente adota uma postura curvada para frente (cifose). Essa postura, com o passar dos anos, poderá gerar lesões irreversíveis na coluna torácica (cifose, artrose, artrodese, etc) além de poder gerar dores, hérnias de disco vertebral, artrose de coluna, etc.

A Cirurgia recomendada para os pectus descritos acima

Nos diversos pectus que foram descritos acima na grande maioria das vezes são recomendadas cirurgias realizadas com cicatriz na frente do tórax pois essas permitem mais versatilidade nas correções. Cirurgias com cicatrizes laterais (como com a técnica de Nuss) dificilmente darão bons resultados e em nossa opinião não devem ser realizadas na maioria desses casos.

A Cirurgia com a “técnica do dr. Malucelli”

A cirurgia é realizada com cicatriz na “frente” do tórax e tem aproximadamente 13 centímetros (dependendo da estatura de cada pessoa e localização das curvaturas do pectus, ou se já foi ou não operado).

Em homens, nós recomendamos que a cicatriz fique no sentido longitudinal (de cima a baixo na região anterior do tórax), pois essa é uma cicatriz mais “masculina” e que evita que ocorram “dobras” da pele abaixo dos músculos peitorais caso a pessoa engorde ou hipertrofie seus músculos.

Em mulheres nós recomendamos que a cicatriz fique no sentido transversal (abaixo dos seios), pois os seios/sutiã /biquini irão cobrir a cicatriz.

[FOTO]

Nessa cirurgia o Dr. Malucelli selecionou utilizar a associação de aproximadamente 8 técnicas cirúrgicas e que, ou foram desenvolvidas por nós nos últimos 25 anos de prática, ou que escolhemos dentre as mais de 20 técnicas descritas na literatura médica mundial. Por isso chamada “técnica do Dr. Malucelli”.

O nosso objetivo é corrigir as curvaturas de todas as cartilagens costais (condroplastias) defeituosas, do osso esterno e dos ossos das costelas (osteoplastias). Para isso nós desenvolvemos materiais cirúrgicos específicos que nos permitem realizar microtorções e microrotações dessas estruturas do corpo.

Utilizamos fios cirúrgicos absorvíveis que são colocados em pontos estratégicos servindo como ponto central uma barra cirúrgica que é curvada durante a cirurgia possibilitando corrigirmos qualquer tipo de curvatura / protrusão ou afundamento do tórax tanto nos pectus simétricos quanto nos assimétricos.

Durante a cirurgia quando há necessidade de corrigir outras estruturas como as mamas, parede abdominal, localização da implantação dos músculos peitorais ou as cabeças das clavículas essa técnica permite isso.

Vantagens:

  • Cirurgia menos invasiva pois é realizada somente na região superficial do tórax.
  • Soluciona qualquer tipo de pectus tanto os simétricos quanto os assimétricos com grande precisão e poder ser realizada em pacientes de qualquer idade.
  • Utiliza técnicas de cirurgia plástica durante toda a cirurgia e isso faz com que a cicatriz fique menos perceptível.
  • Pós-operatório menos doloroso e a barra utilizada fica ao nível das costelas e não dentro da cavidade torácica e, portanto, não precisa ser retirada.

Desvantagens:

  • Gera cicatriz na pele de aproximadamente 13 centímetros.

Sempre em sintonia com as inovações, o Dr. Malucelli participa de diversos simpósios internacionais para discutir novas técnicas e tecnologias que geram melhores resultados e menores efeitos colaterais nas cirurgias do Pectus.

Veja inovações cirúrgicas do Dr. Malucelli