Cirurgia do Pectus Iatrogênico, Mixto e outros

Cirurgia para o Pectus Iatrogênico

Os pectus iatrogênicos são que se desenvolvem como processo cicatricial em um pós-operatório no qual foi feita uma incisão no osso esterno (como exemplo após uma cirurgia cardíaca) ou entre as costelas, ou após um trauma com fratura de múltiplas costelas.

Na ocorrência do Pectus Iatrogênico, a correção  deve ser realizada com o remodelamento em direção à região interna e/ou externa do tórax. O mesmo se fará com as costelas (ossos). Pode haver necessidade da retirada de um segmento de algumas cartilagens ou costelas, bem como do osso esterno que esteja comprometido com pseudoartroses ou osteomielite, ou que seja foco de dor crônica. Pode ou não haver necessidade de se colocar uma barra cirúrgica (órtese) para essa correção. A cicatriz será no mesmo lugar da cirurgia feita anteriormente.

Cirurgia para o Pectus Mixto

O pectus mixto é aquele que ocorre tanto áreas de excavação (excavatum) quanto de protrusão (carinatum). Nesses a cirurgia utilizará as técnicas do Pectus Excavatum e Carinatum em conjunto, sempre observando as características de cada paciente.

Dificilmente a cirurgia com a técnica de Nuss poderá ser utilizada com sucesso no tratamento do pectus mixto.

Cirurgia para o Pectus Recidivado

O pectus recidivado é aquele pectus que foi corrigido e por algum motivo (técnica inadequada, uso de material inadequado, falta de experiência do cirurgião, et) voltou a se formar.

Esses casos somente deveriam ser tratados por cirurgião experiente nesse tipo de cirurgia pois elas são sempre mais difíceis. A cirurgia utilizará as técnicas do Pectus Excavatum e Carinatum em conjunto, sempre observando as características de cada paciente. Dificilmente a cirurgia com a técnica de Nuss poderá ser utilizada e portanto a cicatriz dessa cirurgia quase sempre será na “frente” do tórax.

Presença de Síndromes (Poland, Marfan, Jeuno, entre outras) ou Doenças Associadas

A pessoa também pode, além de apresentar um pectus, ser portadora de outras doenças como: defeitos na coluna (pode ocorrer em até 26% dos casos), síndromes e miopatias (18,4%), associação com doenças cardíacas congênitas (0,2 a 1,5%), síndrome de Poland, alterações nos músculos, alterações na(s) mama(s), doenças genéticas, etc.

Quando comprovada – por exames – a presença de outras doenças além do pectus, o Dr. Malucelli convoca outros cirurgiões de sua equipe (cirurgião cardíaco, cirurgião plástico, ortopedista de coluna, geneticista, entre outros) para inicialmente formar uma junta médica e, somente depois, decidir qual será a melhor estratégia cirúrgica para tratar a doença de cada pessoa.

Atenção

  • Devido a essas associações, o paciente pode apresentar alguns sintomas como dor torácica, falta de ar (dispnéia), palpitações (arritmias cardíacas), etc.
  • As pessoas portadoras do pectus carinatum podem, com o passar dos anos, apresentar deformidades na coluna. Isso ocorre porque a pessoa, com o intuito de esconder o seu pectus, geralmente adota uma postura curvada para frente (cifose). Essa postura, com o passar dos anos, poderá gerar lesões irreversíveis na coluna torácica (cifose, artrose, artrodese, etc) além de poder gerar dores, hérnias de disco vertebral, artrose de coluna, etc.

Colocação de próteses de silicone para corrigir um Pectus excavatum ou Carinatum ou Mixto

Em mulheres

As tentativas de colocar próteses de silicone (mamas) com o objetivo de disfarçar/camuflar um pectus excavatum ou carinatum na maioria das vezes não dará bons resultados. Pois a colocação de prótese encima de um tórax que está “deformado” logicamente deixará a próstese e consequentemente o seio “torto” e dificilmente a pessoa ficará feliz com esse resultado. O ideal é corrigir o pectus para deixar o tórax sem a deformidade.

Em homens

As tentativas de colocar próteses de músculos peitorais ou próteses confeccionadas para preencher o “buraco” de um pectus excavatum com o objetivo de disfarçar/camuflar na imensa maioria das vezes não dará bons resultados. Pois a colocação de prótese encima de um tórax que está “deformado” logicamente deixará a próstese “torta” e dificilmente a pessoa ficará feliz com esse resultado. Além disso o corpo humano se modifica com o passar dos anos, vezes a pessoa está mais forte e outras mais fraco e dessa maneira a prótese colocada irá gerar um mau resultado estético.

Correção de pectus em pessoas que colocaram algum tipo de “prótese”

Pessoas que foram submetidas a uma cirurgia com colocação de algum tipo de prótese de silicone (mamas, peitoral ou outras) e que não ficaram satisfeitas com os resultados podem ser re-operadas. Dr. Malucelli tem experiência nesse tipo de correção e consegue bons resultados estéticos.